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Poluição mata 234 vezes mais do que conflitos, diz ONU

Ainda segundo o documento, em 2012, 12,6 milhões de mortes prematuras foram causadas pelas condições ambientais, uma cifra que representa 23% do total.

Divulgação

A degradação ambiental e a poluição fazem anualmente 234 vezes mais vítimas prematuras ao redor do mundo do que os conflitos armados, informou um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado nesta segunda-feira, dia 23.

Dados foram revelados em Nairóbi, no Quênia, em meio à II Assembleia Ambiental das Nações Unidas (Unea-2), que reúne mais de 2 mil representantes de 170 países. Ainda segundo o documento, em 2012, 12,6 milhões de mortes prematuras foram causadas pelas condições ambientais, uma cifra que representa 23% do total. Entre as fatalidades, mais de 7 milhões estão diretamente ligadas aos efeitos da poluição. Outras 842 mil pessoas faleceram por falta de água potável, sendo que 97% das vítimas moram em países em desenvolvimento. A exposição ao chumbo mata 654 mil e ao amianto 107 mil anualmente.

 O diretor-executivo da Pnuma, Achim Steiner, explicou que “ao destruir a infraestrutura ecológica do nosso planeta e aumentando a poluição, ocorre um custo cada vez maior em termos de saúde humana e bem-estar”. “Com a poluição do ar, a exposição a substâncias químicas e até mesmo a extração dos nossos recursos naturais, temos comprometido nossos sistemas de suporte à vida”, acrescentou. Os desastres naturais fizeram desde 1995 ao menos 606 mil vítimas fatais e afetaram de alguma forma 4,1 bilhões de pessoas. (ANSA)

Exposição a resíduos químicos

O relator especial das Nações Unidas sobre gestão e eliminação racional de substâncias e resíduos perigosos, Baskut Tuncak, alertou nesta quinta-feira, em Genebra, que a exposição aos resíduos químicos pode ser a maior causa de doenças e mortes em todo o mundo. Ele declarou que os efeitos da exposição à poluição no ar, na água e nos alimentos têm maior impacto nos grupos vulneráveis.

Para Tuncak, este tipo de poluição mata mais os pobres, de forma desproporcional, com mais de 90% da incidência de doenças associadas ocorrendo em países de baixa ou média rendas. Crianças e grupos minoritários são os mais afetados. O especialista destacou ainda que bilhões de pessoas estão do "lado errado" do que chamou de “divisão tóxica” e não conseguem obter compensação diante da grande indústria.

O especialista disse que os impactos da poluição e dos resíduos tóxicos são “evidentes”, mas muito pouco é feito para enfrentar esta crise de saúde pública. As declarações do relator constam de um informe apresentado ao Conselho dos Direitos Humanos da ONU. Para Tuncak, o motivo dessa inação se deve aos Estados que promovem os direitos humanos no exterior, ignorando as questões domésticas.

 


Por: Assessoria de comunicação

Publicado em: 10/01/2018