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Praça da Liberdade recebe ambientalistas e população para celebrar o meio ambiente e terminar Expedição ao Velhas

Os participantes do evento se reuniram para conversar com os coletivos e com os canoístas, que contaram da experiência de navegar o Velhas oito anos depois.

Assessoria

A Expedição “Rio das Velhas, te quero vivo”, teve seu encerramento neste domingo (4), na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. No dia anterior, os canoístas remaram até Santa Luzia, onde desceram dos caiaques pela última vez nesta Expedição.

Sabará – Santa Luzia

Após seis dias de Expedição, no último sábado (3), os canoístas saíram de Sabará e navegaram rumo à cidade de Santa Luzia, há 18 km da capital mineira. A qualidade das águas navegadas veio sendo reduzida com a proximidade dos grandes centros urbanos e, sobretudo neste trecho, o mau cheiro e a poluição foram marcantes.

O município de Santa Luzia beira o Rio das Velhas após seu encontro com o Ribeirão Arrudas e Onça – seus principais afluentes e poluidores. Por isso, este percurso foi o mais degradado pelas ações antrópicas, chamando a atenção dos caiaqueiros e abalando-os emocionalmente. Rafael Gonçalves, vereador e integrante do CBH Águas do Gandarela, foi um dos canoístas desta edição e, pouco depois da foz do Arrudas, teve que ser resgatado pela “equipe terra”. Para ele, estar dentro do rio neste trecho foi chocante, pois só assim pôde observar verdadeiramente o que a humanidade está fazendo com a natureza. “Desejo que sejamos humanos para olhar para as águas. Temos que relembrar que sem elas não podemos sobreviver”, disse à população de Santa Luzia.

A cidade organizou um evento para a recepção dos navegantes e oficializou a abertura da semana do meio ambiente. Por volta das 16 horas, Erick Sangiorgi e Ronald Guerra, os canoístas mais experientes, chegaram ao local e conversaram com os presentes. Em suas falas, fez-se claro o desconforto com a situação do Velhas. “Trata-se, hoje, 50% do esgoto que deveria ser tratado na Bacia. Usamos máscaras e roupas impermeáveis para nos protegermos das águas do rio. Isso é um absurdo!”, conta um dos canoístas, indignado.  

O contraste entre as águas cristalinas de São Bartolomeu com as águas pretas de Santa Luzia é simbólico: se ainda hoje existem locais preservados e vivos, é possível retornar para este estado.

 Evento Águas Gerais

A Expedição “Rio das Velhas, te quero vivo” chegou ao fim em grande estilo. O evento Águas Gerais, na Praça da Liberdade, marcou o final desta semana de navegação e mobilização. Realizado pelo Movimento Pela Serra do Gandarela e pelo bloco carnavalesco Pena de Pavão de Krishna, a programação foi iniciada às 9 horas da manhã com um piquenique popular e finalizada por um cortejo do bloco, que desceu a Avenida João Pinheiro, na capital, até o Parque Municipal.

Sarais, pinturas corporais, exposições do ônibus Manuelzão e cantorias fizeram parte do entretenimento dos presentes.  O evento, porém, teve como foco a luta pela preservação das águas de Minas, contando com a participação de diversas entidades ambientais, como Amigos da Serra do Curral, Abrace a Serra da Moeda, Coletivo Rejeito, Movimento Girassol, dentre outros.

Os participantes do evento se reuniram para conversar com os coletivos e com os canoístas da Expedição, que contaram da experiência de navegar o Velhas oito anos depois. Ronald Guerra, integrante do Projeto Manuelzão e caiaqueiro, contou que, apesar da melhora desde 2003, a situação do Rio das Velhas ainda é grave. “Eu participei de várias Expedições, mas digo logo: em ato de protesto, não navegarei mais no Velhas enquanto este cenário de devastação se mantiver”. 

 


Por: Assessoria de comunicação

Publicado em: 06/06/2017