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Conheça
os peixes do Rio das Velhas
Sílvia Araújo e Flávia Mantovani
Estudantes de Comunicação da UFMG
Na
última edição, publicamos informações sobre o piau-verdadeiro, o dourado,
matrinchã e lambari. Conheça outros quatro peixes que queremos ver novamente
em abundância no rio das Velhas.
Nome Popular: Traíra
Nome científico: Hoplias malabaricus

São encontrados ao longo de todo o Rio das Velhas, incluindo
seus afluentes. Grande predador. Vivem em águas paradas, lagos, lagoas,
brejos, matas inundadas, e em córregos e igarapés, geralmente entre as
plantas aquáticas, onde fica à espreita de presas como peixes, sapos e
insetos. É mais ativo durante a noite. Tem muitas espinhas, boca grande
e dentes afiados. A cor é marrom ou preta manchada de cinza. Chegam a
alcançar cerca de 60cm de comprimento e 3kg.
Nome
Popular: Surubim
Nome científico: Pseudoplatystoma coruscans

Habita os rios caudalosos e suas áreas alagadas. É um peixe
de piracema (migrador), e se alimenta de outros peixes. Na bacia do rio
das Velhas, pode ser encontrado na sua porção inferior e em seus afluentes
maiores, como o rio Cipó. Corpo alongado e roliço; cabeça grande e achatada.
A coloração do dorso é acinzentada com manchas pretas, e o ventre é branco.
Podem alcançar mais de 1m de comprimento e 80kg.
Nome
Popular: Tabarana, Tubarana, Douradinho Voador
Nome científico: Salminus hilarii
É uma espécie muito próxima do dourado, mas tem menor porte
e sua nadadeira caudal é avermelhada. Também é um piscívoro, ou seja,
alimenta-se de peixes e se desloca em grandes cardumes pelos rios. É encontrado
em grande parte da bacia do rio das Velhas, menos nos trechos mais poluídos.
Nome Popular: Curimbatá, Curimba, Curimatã
Nome científico: Prochilodus costatus e Prochilodus argenteus

São espécies migradoras e de grande importância na pesca
comercial. Alimentam-se do lodo que fica preso nas pedras e no fundo dos
rios. Podem ser encontradas em grandes cardumes, principalmente no período
da piracema, época em que os machos emitem sons (roncos) que podem ser
escutados até de fora d’água. Possuem coloração prateada e pode alcançar
até 80cm e 15kg. Recentemente, foram encontradas no médio e baixo rio
das Velhas, além do rio Cipó.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente e os biólogos
Carlos Bernardo Mascarenhas Alves (Coordenador do sub-projeto S.O.S. Rio
das Velhas) e Paulo dos Santos Pompeu.
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