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Renaturalização de cursos d'água

Capa da publicação "Rios e córregos", reimpressa pelo Projeto Manuelzão (Foto: acervo Projeto Manuelzão)
Capa da publicação "Rios e córregos", reimpressa pelo Projeto Manuelzão (Foto: acervo Projeto Manuelzão)
No início das atividades do Projeto Manuelzão, contamos com a visita de Walter Binder, Coordenador da Divisão de Engenharia Ambiental do Departamento Estadual de Recursos Hídricos da Baviera, Alemanha. Segundo Apolo Heringer Lisboa, "com o objetivo de proporcionar aos mineiros a oportunidade de debater o tema [da renaturalização de rios e córregos], realizamos palestras e visitas aos córregos da cidade, em expedições formadas por dezenas de técnicos, agentes públicos, ambientalistas e cidadãos que, junto com o grupo, debateram métodos e tecnologias para tratar os rios." Apolo continua: "O processo de renaturalização, através da engenharia ambiental, é um alento àqueles que acreditam num futuro saudável, na qualidade da água natural como condição de saúde e no resgate da função simbólica, lúdica e de lazer e entretenimento dos rios, principalmente nas regiões desprovidas de outros centros de lazer."

Walter Binder explica que, "durante muito tempo, a estratégia da engenharia fluvial e hidráulica esteve orientada no sentido de retificar o leito dos rios e córregos, para que suas vazões fossem dirigidas para jusante pelo caminho mais curto e com a maior velocidade de escoamento possível. Os objetivos principais visavam ganhar novas terras para a agricultura, novas áreas para a urbanização e minimizar os efeitos locais das cheias.
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A realização de obras com base naquela concepção teve conseqüências não consideradas ou avaliadas como sendo negligenciáveis no planejamento: a variedade de biota foi reduzida de uma maneira alarmante e as cheias hoje causam prejuízos cada vez maiores.
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A conscientização das interações entre as atividades antrópicas e o meio ambiente permite, hoje, que sejam consideradas novas estratégias dirigidas à renaturalização de rios e córregos, valorizando as condições naturais dos cursos hídricos e das baixadas inundáveis. É evidente que esta concepção tem os seus limites, quando se trata de manter a proteção das zonas urbanas e das vias de transporte.
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A renaturalização tem como objetivos:

  • recuperar os rios e córregos de modo a regenerar o mais próximo possível a biota natural, através do manejo regular ou de programas de renaturalização;
  • preservar as áreas naturais de inundação e impedir quaisquer usos que inviabilizem tal função.”

As citações acima foram extraídas da publicação “Rios e córregos: preservar, conservar, renaturalizar". Trata-se de uma publicação do Projeto PLANÁGUA SEMADS/GTZ, reimpressa – com autorização – pelo Projeto Manuelzão. Você deseja consultar a publicação na íntegra? Entre em contato com o Centro de Informação e Documentação do Projeto Manuelzão – CID.