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Resíduos sólidos urbanos

Entulho às margens do ribeirão Arrudas (Foto: acervo Projeto Manuelzão)
Entulho às margens do ribeirão Arrudas (Foto: acervo Projeto Manuelzão)

O que fazer com o lixo?

Você sabe para onde vai o lixo de sua casa depois que ele é recolhido? E que Belo Horizonte, por exemplo, produz cerca de quatro mil toneladas de lixo por dia? Onde colocar todo esse lixo? O Projeto Manuelzão preocupa-se com essa questão, pois o lixo é um problema grave em todos os municípios da bacia do rio das Velhas.

O lixo que produzimos, frequentemente, vai para lixões, aterros controlados ou para aterros sanitários. No primeiro caso, o lixo é apenas depositado em um local, sem se tomar medidas de proteção ao meio ambiente, como cuidados com o solo. Nos aterros controlados, os resíduos são cobertos com terra ou entulho, mas também não oferecem proteção ao meio ambiente. Já nos aterros sanitários, o lixo é coberto por entulho ou por terra, mas o solo é impermeabilizado: o chorume (líquido de cor escura, resultante da fermentação da matéria orgânica) é recolhido e tratado e os gases produzidos no aterro são captados. Então, o aterro sanitário seria a melhor solução para o lixo?

O aterro sanitário é um avanço em relação às outras alternativas, mas não resolve o problema da crescente produção de lixo. Com o passar do tempo os aterros ficam cheios, sendo preciso construir mais e mais lugares para depositar esse lixo. Além disso, ao simplesmente depositá-lo em um local e aterrá-lo, desperdiça-se uma grande quantidade de material, energia e dinheiro. Por exemplo, para produzir alumínio a partir das latinhas de refrigerantes, gasta-se apenas cinco por cento da energia gasta para se produzir o metal a partir do minério.

O Projeto Manuelzão propõe que os aterros sanitários recebam apenas aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado: é o chamado aterro sanitário residual mínimo. O lixo reciclado é aquele que após a devida separação é transformado em um novo produto; já o reutilizado é aquele que ganha nova função, como, por exemplo, garrafas plásticas que são transformadas em vassouras ou obras de arte.

Para isso, é preciso uma mudança de hábitos com vistas à consolidação da coleta seletiva. A proposta do Projeto Manuelzão é que essa coleta seja binária. A coleta binária ocorre quando há a separação do lixo domiciliar em secos (latas, plásticos, papéis, vidros etc) e molhados (restos de comida e vegetais - matérias orgânicas). Outra opção seria a coleta ternária, na qual são separados os lixos secos, molhados e rejeitos (materiais de difícil reciclagem ou de reciclagem inviável no momento, tais como fraldas descartáveis, medicamentos, pilhas, papel higiênico). Após essa coleta, bastaria separar o material recolhido e encaminhá-lo para o destino adequado: reciclagem, compostagem (processo biológico, no qual a parte orgânica do lixo é convertida em adubo) ou aterro.

Dica de leitura: para saber mais sobre a destinação adequada de resíduos sólidos urbanos, consulte o trabalho "Resíduos", de Apolo Heringer Lisboa. O texto é um dos capítulos do livro "Navegando o Rio das Velhas das Minas aos Gerais", organizado por Eugênio Goulart.